4.8.05

Percebe?

  1. que não sou lá um cara muito, digamos, sucinto?
  2. que tenho uma relação meio, digamos, bígama, com reticências e parênteses?
  3. que não sou, assim, um sujeito dos mais organizados?
  4. que nada do que falo faz muito sentido (tematicamente pelo menos)?

1.8.05

The Postponer...

Tá difícil mexer nesse blog... Security policy... that's how they call it... I call it "a kick in the nads!", e nos finais de semana... bom, aí mesmo que não me resta paciência de ficar no escritório blogando...
Porém, hoje darei um belo de um XODA-SE pra essa tal política de segurança, tudo por uma boa razão:
Este blog recebeu seu primeiro comentário, e este partiu, de ninguém mais, ninguém menos, que o ilustre Unablogger, Mr. Biajoni!!! (Aplause) êêêêêêê!!!

As coisas são meio paradas aqui na bela e Santa, blogwise I mean, so, fuçando por aí comecei a ler em blogs diversos que o renomado (?) autor de um livro chamado Sexo Anal (?), teria finalmente atendido aos apelos das massas (?) e criado o seu próprio blog... cedendo à compulsão de acessar todo e qualquer link que me é ofertado, lá fui eu...
Depois de vários testes e agradecimentos, veio um micro-post com breves citações a Bertolucci e DePalma... Ok, that's it! You got my attention, kid... so, what you gonna do about it?... e lá vem um post em que aparecia a capa de um cd da PJ Harvey, tá certo, não era sobre a Paulinha (eu sei que o nome é Polly...), mas o comentário foi relevante, e veio seguido de DePalma, um certo Billy Bragg (que eu não conheço, mas vinha acompanhado de Johnny Marr, entonces...), a Mel Lisboa (que, pra mim, o que tem de bonita, tem de entediante) num buteco chique, Joyce, Bruce Springsteen, Borges, mais sobre o tal Billy Bragg (dessa vez com o graaande Wilco e um tal Woody Guthrie), and so on... I was hooked!

Enfim, essa é a história de como conheci Biajoni e seu blog amestrado, e o que seria um post (que comecei faz dias) sobre a falta de atualizações, virou uma ode (que lindo isso...) à esse homem culto, educado e de extremo bom gosto que é o Biajoni... (caiu uma lágrima, vai...).
Quando sair do trampo vou tomar umas cervas em homenagem aos bons blogueiros... Cheers!

19.6.05

MY LITTLE BEAT POEM...

Identity (Inevitably alive...)


Who are you?
You, who stares at me with a silly grin on the face
who goes out with women you despise
and gives love to them
as if that was going to be your last night
you kiss and you cuddle and you abdicate your soul
Who are you?
You, who in the day after, wants to kill'em
punch them in the face
spit on them
and that makes you feel psychotic
like there is something utterly wrong going on in your mind
you, who repents and, nonetheless, can't wait to do it again.
Who are you?
You, who stares with envy at young couples and old couples
wanting to steal their happinesses
join them and listen to their private jokes and break'em up, and yet, you do not know why you're still alone?
You over-demanding son of a bitch!!!
What makes you think that you deserve the best?
that you'll find love and love'll find you too?
what makes you believe that you should get someone smart and beautiful and tolerant to your neurosis?
where do you dream to find this understanding and ever-forgiving goddess?
who'll accept your flaws
your absolute lack of character and still laugh at your unfunny jokes?
YOU DESERVE NOTHING and yet, you should get the worst possible thing
just to undermine your self-esteem
see if you can get a grip on reality and maybe come out of hell
phoenix from ashes
newborn in Christ
Hallelujah
Hallelujah
HALLELUJAH!!!!
Who are you?
How dare you to proclaim sanctity?
Can't you see you're too drunk with yourself?
addicted to your dreams
you stumble and fall
is it just frustration?
or anticipation?
You, who grew your hopes too high and now you cannot see above the fields
but you can't hide either
pretend you're a rock
this crop of yours won't fit as a shelter
from your flying fears or your crawling faith
Who are you?
Seeking self-destruction
punishment for a new found heart
when did you start to feel?
when did you become someone else?
something else
when did you start to allow things to affect you?
when did you start to allow people to hurt you?
You, who used to fall in love every 15 minutes of every day and fall out 15 seconds after that
who are you?
Who still falls in love every 15 minutes of every day
but remains in love
until love rottens inside your heart
as it is not eaten
but abandoned on the table after the first bite
who are you?
Lover
hater
dreamer
saint
sinner
rock
weak
humble
vain
rebel
sell-out
tyrant
believer
lier
misunderstood
friend
best friend
worst possible friend
big mistake
big disappointment to yourself
biggest ego in the world
no self-respect
walking contradiction
Hoping for redemption
Fearing peace
Craving for tragedy
Who are you?

I'm exactly what you see
reflected on the mirror
I am you
and you are me
Stranger to myself
Living and loving
Inevitably

27.5.05

Beat

Nunca considerei meus textos como poesia, pra mim sempre foram apenas... textos! Acho que não tive um contato agradável, confortável com poesia, talvez por conta das poesias que fomos obrigados a ler no colégio, que sempre me pareceram tão... distantes. Não gosto de falar de mim, mas o fato é que eu não sou (ou não era?) um cara muito sentimental, e quando lia poesias, e quase todas as que líamos eram, de amor romântico, inatingível, sofrido, ou mesmo de qualquer outra forma de amor, eu torcia o nariz, pois, a bem da verdade, eu não me identificava com nenhuma... Hoje sou mais aberto a essas formas de se expressar, até às mais românticas e sofridas e inatingíveis. Mas algo que realmente me marcou recentemente, foi ter descoberto os poemas dos autores Beat americanos, a liberdade do estilo, e ao mesmo tempo a fidelidade ao estilo, por mais contraditório que possa parecer... a fluidez e o desprendimento das fórmulas, realmente me impressionaram...
Não vou dar grandes explicações sobre a Geração Beat e o que caras como Kerouac, Ginsberg, Corso e Burroughs, entre muitos outros, representaram para a literatura e a cultura (pop ou não) e contracultura como as conhecemos hoje...
Vou apenas postar um poema de Gregory Corso, que fala por mim e por si só...

I Am 25

With a love a madness for Shelley
Chatterton Rimbaud
and the needy yap of my youth
has gone from ear to ear:
I HATE OLD POETMEN!
Especially old poetmen who retract
who consult other old poetmen
who speak their youth in whispers,
saying : --- I did those then
but that was then
that was then ---
O I would quiet old men
say to them: --- I am your friend
what you once were, thru me
you'll be again ---
Then at night in the confidence of their homes
rip out their apology-tongues
and steal their poems.

16.5.05

Sunshine

Bom dia, Brilho-do-Sol!
Não sei como está o tempo,
o clima lá fora
mas hoje é um belo dia.
É o poder dos seus sorrisos
efeito colateral da noite de ontem.
Esta manhã,
não quero sair da cama,
pois há um Anjo adormecido,
deitada ao meu lado.
Quero só ficar aqui
descansando minha cabeça
assistindo você respirar
esperando o abrir de seus olhos.
É a primeira vez que me sinto assim,
acordar
e acreditar que ainda estou sonhando,
é uma sensação diferente,
parece uma cura.
Ontem eu achei que o mundo iria desabar
e me esmagar sob seu peso,
mas você veio
levou meus medos embora,
então,
não quero fechar os olhos
não quero piscar e perder você acordando,
te deixar e voltar
a ser quem eu era,
voltar
pra quando meu coração doía.
Você me trouxe esperança
e algo que achei que eu nunca teria,
me deu amor de um jeito que eu não esperava.
Por isso, durma, meu Anjo...
Eu sei que você acordará quando o Sol nascer...

14.5.05

ESTRANHAMENTE NORMAL

Eu só espero que nada fique entre nós
que os dias passem tranquilos
com uma briga ou duas talvez
um "eu não quero mais olhar pra sua cara!"
ou "eu não aguento esse teu jeito..."
Pra dar um tempero
pra gente rir depois
de nós mesmos

Eu só espero que nada atrapalhe
esse relacionamento
talvez um pouco de choro
uma dicussãozinha calorosa
alguns pratos e vasos quebrados
Pra gente ter que juntar tudo depois
você passando a vassoura
eu segurando a pá do lixo

Tomara Deus que tudo corra bem
que sejamos um casal normal
Sem agressões físicas
que eu sou contra a violência
Mas com uma ou outra ameaça de sair de casa
uma mala pronta encontrada na porta
depois daquela "reunião que acabou tarde"
pra eu pedir perdão com lágrimas nos olhos
e você aceitar,
só pra poder jogar na minha cara depois
quando eu me recusar a fazer algo por você

Torço pra que a gente se desentenda
pra depois se entender
passo dois trabalhos pra te ver contrariada
e depois, com alívio, perceber
que você não vive sem mim
e eu não aguento ficar longe de você

Verso Emprestado

Singrando os oceanos da internet, eis que chego, com meu botezinho capenga, em praias lusitanas, onde deparo-me com o deliciosamente irreverente, romântico e, como o próprio nome já avisa, erótico, Erotismo na Cidade.

Recomendo, aliás, recomendo é pouco, obrigo a toda e qualquer alma penada que passar por este blog, a ler os cantos publicados aqui.

Encontrei-me nos versos que preenchem o Erotismo na Cidade, e, como bom pirata (ou pirata bom?) que sou, pedi permissão para postar no Sétima Arte um desses poemas:
Verso Fodido

Escrevo o verso
Risco o verso
Rasgo o verso
Volta zangado
Fodido
Tramado
Querendo ser rima.
Fecho o caderno
Parto a caneta
Recuso ao verso a rima
Recuso ao verso ser.
Raio de verso
Convencido
Fodido
Tramado
Querendo ser escrito
Querendo ser fado
O meu
Que só quero o verso esquecer.

por Encandescente

Muito obrigado Encandescente!!!

12.5.05

Why Fellini? Part 02

"Qualche volta, la notte, quest'oscurità, questo silenzio, mi pesano. E' la pace che mi fa paura. Temo la pace più di qualsiasi altra cosa: mi sembra sia soltanto apparenza e che nasconda l'inferno. Pensa a cosa vedranno i miei figli domani ... Il mondo sarà meraviglioso, dicono. Ma da che punto di vista, se basta uno squillo del telefono ad annunciare la fine di tutto?"

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2.5.05

Paixão Renovada - Parte 02

Ontem assisti ao documentário Edifício Master, do diretor Eduardo Coutinho. Trata-se de um interessante estudo antropológico, filmado inteiramente no tal Edifício Master, um prédio de apartamentos (ou deveria dizer "apertamentos"?) no bairro de Copacabana no Rio de Janeiro. O prédio, de 12 andares, com nada menos que 23 apartamentos por andar e cerca de 500 moradores, é, por si só, um personagem do filme, com seus corredores estreitos e escuros, seus apartamentos igualmente estreitos e invariavelmente escuros, já que a decoração dada pelos moradores, apesar de diversa, geralmente assume os mesmos tons opressivos, e suas janelas quase que incontáveis e quase idênticas. Apesar de não haver uma panorâmica do prédio, mostrando-o em toda sua dimensão, a mensagem é clara, trata-se de um colosso, um monstro. O filme apresenta 37 depoimentos de moradores, a maioria de idosos, aposentados, com poucas excessões. Não vou comentar nenhum em especial, apenas uns pontos em comum: a referência à solidão vem de todos os lados, representada pelo abandono dos filhos, pela falta de um amor, pelo encontro de companheiros que, resignados, se "juntam" pelo medo de uma velhice solitária; os poucos jovens apresentados fazem referências distintas à liberdade e responsabilidade, todos de maneira interessante e sob diferentes graus de maturidade; vários homens, idosos, fizeram questão de declararem-se emotivos, sentimentais, sensíveis, logo no começo da entrevista, e se entregaram com mais frequência às lágrimas que as mulheres, suas relações com o trabalho e a óbvia constatação de seu sentimento de inadequação à uma sociedade jovem, foram razões que se destacaram nessas manifestações de emotividade.

Enfim, em minha incursão por esse gênero cinematográfico, tão pouco valorizado, tive duas excelentes surpresas, que só fizeram aumentar a minha paixão pela Sétima.

Paixão Renovada - Parte 01

Tenho procurado, nos últimos tempos, dedicar-me um pouco mais à formas alternativas da arte cinematográfica.

Recentemente tive o prazer de assistir Ônibus 174, primoroso documentário, dirigido por José Padilha, sobre a tragédia que chocou o Brasil e o mundo e que teve como protagonista o jovem Sandro do Nascimento, que sequestrou o referido ônibus e seus passageiros durante uma longa tarde do Rio de Janeiro. Armado com um revólver, ele ameaçou a vida de um grupo de mulheres. Quando depois de várias horas resolveu sair do ônibus, possivelmente dando um último passo para se entregar, acompanhado de uma refém que supostamente lhe serviria de escudo humano, foi atacado por um policial incompetente, que, ao tentar alvejá-lo com um tiro de AK-47 a poucos centímetros de sua cabeça (???), errou o disparo e acabou por matar a refém, uma jovem, grávida.
O grande trunfo deste documentário, é que não faz julgamentos fáceis, não retrata Sandro como um louco, assassino, na verdade, o filme resgata a história de Sandro, sua trajetória até ali. Ainda criança, viu sua mãe arrastar-se para fora do bar/mercearia do qual era dona com uma faca encravada nas costas. Não bastasse presenciar o assassinato da própria mãe, Sandro foi sobrevivente de outra tragédia, que também ganhou repercussão mundial, a chacina da Candelária, quando um grupo de policiais "justiceiros" tomou de assalto as escadarias da Igreja da Candelária no Rio de Janeiro e atirou contra um grupo de menores sem-teto que passavam suas noites ali, ele era um desses menores.
Uma vida de muita dor, muito sofrimento, muitas incertezas, aliás, certeza, apenas uma, a de que morreria cedo, como morreu, asfixiado pelos policiais que se amontoaram sobre ele no camburão quando foi preso.

27.4.05

SUJO

Tentei me livrar de todos os pensamentos obscenos
que me levaram até você
tentei pensar em amores-perfeitos
passeios na beira da praia à luz do luar
mas você é uma presença tão dominante
tem um cheiro tão sujo
e um olhar tão cruel e marcante
que a única coisa que me vem à cabeça
são lençóis jogados no chão
danças em cima da mesa
garrafas de vodka barata
briga de bar
o teu jeito, oferecida
me faz te odiar
teu suor me faz suar
vamos pro banco de trás do carro
fazer o mundo inteiro acabar
Gosto de sangue invade minha boca
perco o rumo
perco os sentidos
perco a razão
você ri de mim
perco o amor próprio
aperto teu corpo contra o meu
você pára de rir
solto
viro as costas e vou embora
escuto você soluçar
finjo que não dou bola
volto correndo
bebo tuas lágrimas
mundo acaba
e cá estamos nós
sem destino
mas muito vivos

26.4.05

Why Fellini? Part 01

Just because...


"Tu sei tutto. Sylvia! Ma lo sai che sei tutto? You are everything, everything! Tu sei la prima donna del primo giorno della creazione, sei la madre, la sorella, l'amante, l'amica, l'angelo, il diavolo, la terra, la casa ..."



Anita i Federico

16.4.05

Now...

Black and White

I'll give you my picture
it's black and white
Would you colour it for me?
make me glow
don't miss a spot
you can take some liberties
draw a big smile
make me look good for a change
like plastic surgery
but I won't need any anesthetics
not anymore
throw some green
and yellow and red
surprise me
just
forget about blue
I've had enough of blue
Give me a happy sun
a house that feels like home
and I could use some company
I'm relying on you
to make the changes
that I need to get made
Colour me
Colour me
Frame me
and hang me on your wall

Before...

Keys

Hell has cut me loose
and now I run free
ready to spread evil
chasing opportunity
I carry a machine gun
and a bag of candy
Come here, honey...
do you like sweets?
Oh, what a wonderful morning
to go out on a killing spree
My devil inside is calling
and I shall answer with fury
like a renegade
ready for guerrilla
born to fade
home-made killer
Hell has cut me loose
Now I run free
ready to meet you again
and put an end to our misery
You are my burden
and my reason to live
Come here, honey
tell me you love me
tell me you need me
tell me you ache
just as much as I do
make me believe we're meant to be
Lock me down
Lock me down
Lock me down
and throw away the keys!!!

2.4.05

No Prazo

Ser jovem... existe um prazo de validade?
Criança, a gente sabe que, depois dos 15, estourando, não dá mais pra ser... depois dos 15, você já é oficialmente um adolescente, por pior que seja, cada vez mais espinhas você tem, cada vez mais punheta você bate, é... você é um adolescente...
Aí, você se forma no terceirão, veste terno, gravata, calça social, mas você não é homem, essa roupa só serve pra mostrar como você ainda é um patinho feio, muito feio...
Você é cheio de confiança, é um boçal...
Mas, depois de uns dois anos se fudendo na faculdade... Aí, você é jovem!
Vai nas festas da galera e bebe mais, muito mais... vomita menos, ou vomita muito mais!
Dorme e acorda ao lado de uma garota que você tem que fazer esforço pra lembrar o nome, e ela faz esforço pra lembrar seu nome...
Você já não é tão cheio de confiança, ou é ainda mais cheio de confiança,
Você é cheio de extremos, isso sim!
Você é jovem!
E quando isso acaba?
Quando é que você pára na frente do espelho, suspira e diz: 'Pôrra, fiquei velho!'
é depois que casa?
quando tem filhos?
é quando você vira chefe, supervisor ou coordenador de alguma coisa?
é quando surgem os primeiros cabelos brancos?
é quando você dá a primeira broxada?
Foda!
Você deixa de ser jovem... quando se acostuma...
Quando do jeito que tá, tá bom...
Quando não tem nada que te revolte mais que a alta ou a baixa do dólar, que o som alto do filho do vizinho...
Quando sair no meio da semana e voltar depois da meia-noite é coisa de louco!
Quando não retorna mais as ligações dos seus amigos, não responde os e-mails...
Quando você chega em casa, larga os sapatos em qualquer lugar, vai assistir jornal e foda-se o carinho, o amor que você sentia pela sua mulher...
Dane-se o coitado do seu filho que queria ajuda com os deveres, ou queria mostrar pro pai que já sabe fazer mais que cinco embaixadinhas...
Você deixa de ser jovem, quando deixa de lado as coisas importantes da vida
Você pode ter 90 anos, e possuir um amor à vida, uma força que te faz mais jovem a cada dia.
Você pode ter 100 anos, e ser tão inquieto, tão anti-conformismo que parece ter 21...qual é o prazo de validade de vocês?

by T. A. Berlim